Adote Biblioteca

A Livraria Cultura em parceria com a Poiesis – Organização Social de Cultura, lançou um projeto que pode ser útil às escolas  públicas do todo o país. Trata-se do Adote Biblioteca. Através do site da Livraria Cultura, você seleciona a cidade ou a escola para a qual deseja doar um livro e a livraria entrega o exemplar e ainda promete reverter parte do valor total doado em mais exemplares para as bibliotecas adotadas. Não deixa de parecer  um bom negócio para a livraria e para as bibliotecas. Se puder, colabore. Ou inspire-se na iniciativa e vasculhe nas suas prateleiras aqueles livros que não quer mais e doe às bibliotecas de sua cidade. Isso pode ajudar a formar e abastecer muitos leitores nesse mundão afora.

Livraria Cultura: http://www.livrariacultura.com.br

Prêmio Sesc de Literatura 2009

Todo novo autor sabe como é duro e longo o caminho para publicar um livro no Brasil. Uma alternativa pode ser participar de concursos literários. O Prêmio Sesc de Literatura é um bom concurso para os principiantes arriscarem a sorte porque parte do prêmio é a publicação e a distribuição da primeira edição da obra pela Editora Record, com direito a 10% do valor da capa na comercialização em livrarias. Podem ser inscritos textos inéditos – conto ou romance – até o dia 30 de setembro. Leia edital no site do Sesc – http:// www.sesc.com.br

Concurso para quem é de poesia

Poesia empoeirada na gaveta ou perdida no computador não tem valor de poesia. Então chegou a hora de sacar seus poemas e inscrevê-los no II Prêmio Literário Canon de Poesia 2009. O concurso é promovido pela Canon do Brasil, Fábrica de Livros e Grupo Editorial Scortecci e está aberto a autores brasileiros maiores de 16 anos residentes no Brasil. A poesia não precisa ser inédita. Quem nunca publicou também pode e deve participar. As inscrições serão aceitas até o dia 15 de setembro através do site: http://www.concursosliterarios.com.br

Joanna d’Arc, de Mark Twain

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Joanna d’Arc, de Mark Twain (Ed. Record), é gostoso de ler. Sentimentos e história juntos em perfeita harmonia. Após a leitura, não há como não querer conhecer os lugares por onde a Pucela passou; solo austero, aristocrático e tão francês, onde nem toda empáfia dos homens da Inquisição conseguiu apagar seus passos, onde nem toda fúria da revolução burguesa pôde eliminar os vestígios da “libertadora da França” que viveu e lutou para defender um rei ingrato, onde até hoje vive a lembrança da Donzela de Vaucouleurs. Vale cada página!

Ser ou não ser

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Afinal quem é ele? Ou antes, quem foi ele?Ninguém sabe ao certo, mas muita gente especula, inventa, cogita, afirma e tal e tal, no entanto faltam documentos e relatos fidedignos   de revelar quem foi afinal – ou como foi – William Shakespeare. Ao ler mais uma biografia do dramaturgo disponível nas livrarias, você terá a sensação de que tudo o que sabe sobre ele é provavelmente mentira ou pelo menos uma verdade não muito verdadeira. Escrita por Bill Bryson e editada no  Brasil pela Cia das Letras, o livro traz comentários que longe de sanar as dúvidas, acendem mais a curiosidade em torno de uma das figuras mais misteriosas da cultura mundial. A leitura é prazerosa, repleta de panoramas da Inglaterra Elizabetana e conjecturas sobre Shakespeare. Quem se arriscar não vai se arrepender! Boa leitura!

Shakespeare – O mundo é um palco Uma biografia, Bill Bryson,  Companhia das Letras

O desafio da página em branco

Por onde começar quando tudo o que se vê à frente é o mais completo, alvo e por vezes desesperador branco? A tela branca, as paredes brancas do museu, a página em branco, tudo branco. Seria mais conveniente perguntar então: começar ou não começar?

Nem sempre o começo é difícil, situações estas em que o branco é um convite, um deleite, uma sensação de liberdade ímpar. Outras vezes o branco intimida e aí os bloqueios ficam à vontade, intrusos da criação.

Lembro-me de ter me invocado com uma página em branco algumas vezes, não muitas porque vou logo preenchendo todo branco com letras e mais letras, entretanto sei que devo saber quando o branco não quer nada sobre ele, nem palavras, nem quadros, nem notas musicais, não quer e ponto.  Começar ou não começar?

Nunca concordei com a desistência da criação diante do nada do início. Dá para adiar, sem previsão, não desistir. Complica quando não se pode escolher, seja porque tem data para abrir a exposição ou prazo para a entrega das ilustrações, do texto pronto e outros compromissos mais. Quando é assim, se a parede não quer um quadro, o curador vai ter que encontrar uma saída, os desenhos vão brotar no papel e as palavras precisam vir à luz, urgente, para ontem. Pronto, já está a criação nas mãos do tempo, sem o subterfúgio do adiamento, da falta de inspiração, e inspiração não é coisa que se compre em cápsulas na farmácia.

Então está feito, é o tempo que pode dominar o branco, ainda mais o tempo curto. Tem gente que se inibe, mas se a criação tem que sair, tem outro jeito?

Conteúdo do blog “Dragonfly, criação e arte” migra para o blog “Palavras sobre palavras”

A partir de hoje, o conteúdo do blog “Dragonfly, criação e arte”,  relacionado à literatura e criação literária, será postado neste blog.

Boa leitura!

Danielle A. Giannini

Concurso literário e analfabetismo

Um incentivo a mais para quem acaba de se inserir no mundo das palavras, o concurso Literatura para Todos. Destinado aos que o Ministério da Educação classifica como “neoleitores”, o concurso tem a incumbência de democratizar o acesso à leitura, constituir um acervo bibliográfico literário específico para jovens, adultos e idosos recém alfabetizados e criar uma comunidade de leitores. Podem participar jovens, adultos e idosos em processo de alfabetização pelo Programa Brasil Alfabetizado e matriculados nas turmas de educação de jovens e adultos das redes públicas de ensino, além de estudantes dos países lusófonos da África. As categorias são: prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto de tradição oral (em prosa ou em verso) e perfil biográfico e dramaturgia. Os vencedores receberão prêmios no valor de R$ 10 mil. No ano passado, foram inscritos 729 trabalhos. Então mãos à obra e que este número cresça, para mostrar que a realidade do Brasil pode ser muito diferente, com mais leitores e autores e, consequentemente, cabeças pensantes. Que sirva de incentivo aos que ainda não se aventuraram a descobrir o poder da escrita, e estes são muitos por aqui, mais de 14 milhões, e pior, o Brasil é um dos campeões em analfabetismo na América Latica, uma posição vergonhosa, que coloca à prova os eventuais esforços dos governos municpais, estaduais e federal. Que este concurso sirva para alavancar outras medidas realmente eficazes no combate ao analbatebismo que só faz perpetuar as diferenças sociais no país.

Texto novo na página “Narrativas”

“Acostumou-se desde menina a andar curvada sob as responsabilidades que jogaram sobre ela. Sua mãe fez o que pôde para dar um bom sustento e uma educação de nível, e dava também sem perceber uma boa dose de peso à menina que nada sabia da maldade humana, apenas que devia ser exemplar, para não dar pano para a manga das pessoas faladeiras. Imagine …” (Para ler o texto completo, clique no link “Narrativas” na coluna à direita.)

Como nasce o texto V – A leitura


Ler é uma das formas mais eficazes de estar no mundo, de entender o mundo, de fazer o mundo. Apreender o sentido de um texto, seja através de um código verbal ou não-verbal, é a chave para a percepção de si próprio como indivíduo dotado da capacidade de receber mensagens decodificá-las, interagir com os signos e símbolos e a partir de então elaborar um raciocínio que leve a uma crítica, uma dúvida, uma idéia e o que mais a mente quiser. O efeito da leitura pode ser qualquer um, da alegria, satisfação à raiva, revolta ou até indiferença ou indignação frente a textos ruins ou inadequados à nossa possibilidade momentânea de entendê-lo. Também é verdade que quanto mais lemos, mais somos capazes de ler outros textos, textos mais complexos, mais difíceis, mas sutis, enfim, à medida que lemos, vamos nos formando como leitores, num crescente que se inicia na infância para acompanhar o homem sempre.

Se tudo isso funciona para nós, autores, vale na mesma proporção para eles, os leitores. No fundo, leitores somos todos nós, embora nem todos sejam ou venham a ser autores um dia. Se pretendemos que o nosso texto seja lido, é melhor considerar a existência do leitor.