Duas ou três palavrinhas

Sobre um assunto importante. Sobre a vida. Sobre o que importa. Sobre algo que não se pode perder: a esperança. Vi nos olhos das pessoas que a esperança não estava lá, perdeu-se. Ei, talvez seja por isso que existem as palavras, para fazer surgir a esperança. Então lá vai alguém dizer coisas bonitas a um olhar sem esperança. Às vezes dá certo, outras vezes não dá. A mágica certa com as varetas erradas. Escolher as palavras para dar esperança a quem quer que seja é difícil, pressupõe um conhecimento prévio do que vai na alma das criaturas, ou pelo menos na cabeça naquele instante. Nunca acreditei na eficácia daquelas palavras repetidas mecanicamente por todo mundo com o tom de incentivo:”Tudo vai dar certo”. Como se pode saber se vai dar certo? Vai dar certo como? Bola de cristal? Por isso eu continuo pensando que esperança se recupera com palavras, sim, mas palavras originais, adequadas ao momento, carregadas de verdade.  Se vai dar certo ou não, ninguém sabe, importa é que tem gente torcendo por você, confiando em você; isso sim dá força, dá coragem, dá esperança…mesmo que tudo não dê certo, estou contigo! Seria bom se cada um se empenhasse em ver a esperança voltar aos olhos dos outros.

Danielle A. Giannini

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Palavra do dia: “CONFIANÇA”, um substantivo difícil

 É fácil, fácil perder a confiança em alguém ou algo. Conquistá-la é tarefa por vezes árdua, trabalhosa, demanda tempo e paciência, além de algumas decepções.  Confiança não é algo que se encontre aos borbotões, é antes uma predisposição para aceitar que o outro não vai lhe causar problemas, danos físicos ou emocionais, prejuízos de qualquer natureza. A melhor imagem que tenho da confiança é o próprio ser humano, quando ainda é bem pequenininho! Os bebês confiam incondicionalmente nas mães porque não saber desconfiar. Acostumam-se desde o período da gestação a confiar na alimentação que recebem, no aconchego e tal. Depois que nascem, deixam-se confiar nos braços das mamães, recebem-lhe o leite materno, roupas, banho, colo, afagos e outros mimos. Crescem e vão aprendendo a andar, falar e desconfiar. Opa, algo corrompe o ser humano durante sua vida e o priva da confiança. Deixa de confiar no amigo, na professora, no brinquedo que quebrou tão rápido … talvez deixe de ter confiança na própria mãe; aprende por meios variados que se tiver confiança nos políticos será enganado; se confiar no colega de trabalho será trapaceado, e por aí vai. Agora pergunto-me se a confiança é uma virtude, algo bom de se ter, do tipo que acalma a agente, ou se é bem ruim e perigoso, o que nos predisporia a esperar um golpe a qualquer momento. Então penso, penso e  concluo  que existe a confiança boa de sentir, como aquela do bebê que se vê seguro no colo da mãe, e a confiança perigosa, que vai acabar mal, como confiar em alguém que lhe dá um papel em branco para assinar. Ou um exemplo atualíssimo, como vou confiar em alguém que pede para eu preencher um cadastro com meu endereço eletrônico, com a garantia de que a informação será para uso próprio, e logo depois quilos de e-mails começam a chegam com spams e mais outras lorotas?! E percebo que a tarefa é mesmo dura. Temos que escolher em quem confiar! Fico torcendo para que os homens, políticos e não-político, se esforcem realmente para conquistarem a boa confiança de nós todos, sem fazerem pouco desse substantivo tão difícil. Danielle A. Giannini

Concursos literários no site da Benfazeja

Quem escreve e se interessa por concursos literários precisa conferir o que está rolando este ano no site da Comunidade Literária Benfazeja. Lá estão listados os mais diversos concursos, com informações úteis para ninguém perder os prazos.

http://www.concursosliterarios.benfazeja.com/

Bibliotecas lindas de ver, de entrar, de ler …

Está circulando na Internet uma lista das livrarias mais bonitas no mundo, segundo o site Flavorwire. Vi as fotos e ma delas está bem aqui pertinho de nós brasileiros, a Livraria da Vila. São mesmo lugares incríveis. Por mim, eu sairia daqui hoje mesmo para fazer uma peregrinação nesses templos do saber. Aí vem a questão: os livros que elas acolhem, exibem e oferecem também são bonitos? Bonitos de ver e de ler? Não tenho dúvida de que as edições atuais são lindas, muitas de qualidade primorosa, a começar do papel. E o que tem escrito neles? Coisas lindas, interessantes, fascinantes, educativas, ilustrativas, sim, tudo isso e mais um monte de besteiras editoriais que não é pouca coisa. Mas está tudo bem, acho mesmo que as criaturas desse mundo devem escrever o que quiserem (oh, desde que não firam os preceitos morais da nossa sociedade!) e as outras criaturas devem ler o que quiserem. Assim é justo regular o mercado dos livros, pelo interesse de quem lê. Ponto importante esse, pois não sei bem quem regula esse gosto do público, que entidade divina norteia as decisões dos editores de publicarem isso e não aquilo, que raio atinge o cidadão que decide comprar o bestseller ou o livro escondidinho na prateleira. De todo jeito, vivemos em uma sociedade mais ou menos livre e ter livros para escolher já é bom. Se os livros comprados forem lidos, tanto melhor, ainda mais se forem boas leituras, aquelas úteis, instrutivas ou instigantes. No mais, continuo aqui desejosa por conhecer aquele bocado de lugar bonito onde se vendem livros, talvez a melhor mercadoria que o homem já inventou.

http://flavorwire.com/254434/the-20-most-beautiful-bookstores-in-the-world

Banco de personagens: Malu, Malu!

Quem disse que Malu acordou cedo e foi trabalhar?! Que nada, Malu acordou tarde, tomou um copo de leite gelado sem o achocolatado, vestiu qualquer coisa, colocou duas ou três peças na bolsa e saiu feliz da vida com a chave do carro na mão. Não foi vista mais na rua, no trabalho, na academia, em lugar nenhum. Malu desceu a serra e foi comer uma porção de camarão à beira da praia. Naquele dia salvou seus nervos doentes.

Danielle A. Giannini

Palavras sobre esse mundão : “RESPEITO”

Não que seja uma palavra praticada, mas ela existe em todos os dicionários. Às vezes é com conferir se o termo não foi surrupiado do “pai dos burros”, sim, pois não tem sido incomum as pessoas se esquecerem de carregá-la no bolso. Respeito parece algo que oscila entre o careta e o nobre; para uns é coisa de gente boba e para outros, graças ao bom Deus, é valor que se usa à mesa! Nem vou perder tempo em traçar considerações sobre o respeito às leis, argh, isso é difícil em um país onde há tantas leis regulando absolutamente tudo na vida dos cidadãos. Quero me ater ao respeito pelo próximo. Também não quero me abalar comentando o respeito que o poder público deveria ter pelos indivíduos; isso é assunto que nos tira do sério. Vou falar somente de pessoas, assim mesmo, pessoas anônimas transitando pelas ruas, umas a pé, outras de carro, de ônibus etc. Com tanta pressa que elas têm, fica até previsível que esqueçam em casa uma carga tão pesada como o respeito, mas a verdade é que não é nada agradável quando alguém não nos dá passagem, não segura a porta do elevador, não pede “por favor”, não diz um mísero “Bom Dia”. Por que não fazem uma campanha: “não esqueça o respeito em casa, você pode precisar dele”? Pior se decidirem criar uma lei exigindo que todos usem do respeito, aí o caldo entorna. Então que cada um pratique o respeito por conta própria, quem sabe assim dá certo?!

Danielle A. Giannini