um livro

“Um livro importante revela-nos uma verdade ignorada, escondida, profunda, sem forma que trazemos em nós, e causa-nos um duplo encantamento, o da descoberta de nossa própria verdade na descoberta de uma verdade exterior a nós, e o da descoberta de nós mesmos em personagens diferentes de nós.” (Edgar Morin)

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Bibliotecas lindas de ver, de entrar, de ler …

Está circulando na Internet uma lista das livrarias mais bonitas no mundo, segundo o site Flavorwire. Vi as fotos e ma delas está bem aqui pertinho de nós brasileiros, a Livraria da Vila. São mesmo lugares incríveis. Por mim, eu sairia daqui hoje mesmo para fazer uma peregrinação nesses templos do saber. Aí vem a questão: os livros que elas acolhem, exibem e oferecem também são bonitos? Bonitos de ver e de ler? Não tenho dúvida de que as edições atuais são lindas, muitas de qualidade primorosa, a começar do papel. E o que tem escrito neles? Coisas lindas, interessantes, fascinantes, educativas, ilustrativas, sim, tudo isso e mais um monte de besteiras editoriais que não é pouca coisa. Mas está tudo bem, acho mesmo que as criaturas desse mundo devem escrever o que quiserem (oh, desde que não firam os preceitos morais da nossa sociedade!) e as outras criaturas devem ler o que quiserem. Assim é justo regular o mercado dos livros, pelo interesse de quem lê. Ponto importante esse, pois não sei bem quem regula esse gosto do público, que entidade divina norteia as decisões dos editores de publicarem isso e não aquilo, que raio atinge o cidadão que decide comprar o bestseller ou o livro escondidinho na prateleira. De todo jeito, vivemos em uma sociedade mais ou menos livre e ter livros para escolher já é bom. Se os livros comprados forem lidos, tanto melhor, ainda mais se forem boas leituras, aquelas úteis, instrutivas ou instigantes. No mais, continuo aqui desejosa por conhecer aquele bocado de lugar bonito onde se vendem livros, talvez a melhor mercadoria que o homem já inventou.

http://flavorwire.com/254434/the-20-most-beautiful-bookstores-in-the-world

Nem mais, nem menos

Acabou o ano, praticamente. Quem leu, leu; quem não leu … vai ler no ano que vem, vai também começar uma dieta e matricular-se na academia. Quem gosta de livro simplesmente pega um e lê. Quem gosta de academia vai lá e malha. A dieta já parece mais complicada! Dieta de boas palavras, boa literatura, bons livros é que não pode ter no ano que vem. Nosso país tem já tantos defeitos, uns até de fabricação, então não vamos perder também no quesito leitura. Vamos ver os livros, folhear, ler, pensar, ter ideias produtivas e boas (e bondosas!), para fazermos do ano novo um ano melhor!

Salut!

Liquidação de livros

Oba, livros mais baratos! Que tentação! Tem muita gente que adora; larga tudo, sai correndo e compra um monte dele. Não sei se dá tempo de ler tudo, enfim, está garantido o título na estante de casa. Outras pessoas nem se abalam, afinal é fim de estação e tem roupas em promoção em todas as lojas. O que vale supor é que se há livros mais baratos e leitores comprando, maiores são as chances de serem lidos, folheados, manuseados. Quem quiser aproveitar a liquidação, pode assuntar no blog da Cia das Letras, lá tem uma lista do que está mais em conta. Tomara que dê tempo de ler!

 

Os livros

Oh, não, não matem os livros. Eles mesmos, os livros de papel. São tão inofensivos, pelo menos aparentemente, se bem que alguém pode tentar arremessar um deles contra outra pessoa. Não deve ferir muito. Tenham misericórdia, são só livros, que mal podem fazer à humanidade? Vá lá que tem cada livro que nem precisava existir por conta de conteúdo questionável, desnecessário ou indesejável … mas a culpa é do conteúdo, não do livro.  Conteúdo assim e assado vai existir enquanto houver homens para escrevê-los. Se a mente é torpe, o conteúdo também o é; se a mente é leviana, descuidada ou irresponsável, lá se vai o conteúdo para o lodo. E eu pergunto: o que tem o livro a ver com isso? Livro é outra coisa. É papel atrás de papel, é palavra grudada na folha, é cola e costura, é coisa que a gente carrega, amassa, rabisca, fica amarelo. Se pega umidade, fica com cheiro ruim, manchado, mas é livro. A tecnologia que se conserve no seu lugar de inovação e que faça muito sucesso, mas não ameace os livros com os tablets e outros quetais, porque livro, mesmo na prateleira empoeirada, é livro. Há de haver lugar para todos!

(tudo bem, estão inventando suportes bem legais para as palavras, mas deixem os livros quietinhos, por favor)

Danielle A. Giannini

Pensar faz bem…

… para a alma, para o corpo, para a mente! Pensar é bom, não custa nada, só que às vezes os pensamentos saem todos atrapalhados. Aconteceu hoje, depois de mais de ano e meio, de eu me reclinar para pensar. Pensar em qualquer coisa fora da rotina e na própria rotina. Eis que os assuntos saíram de seus lugares, onde estavam estratificados, e se acotovelaram todos, trombaram aqui e acolá, queriam tomar a vez do outro, e nada, nada se organizou na minha mente. Mesmo assim foi bom para relaxar, pois os assuntos se movimentaram no cérebro e deu um alívio. Pensamentos são assim, precisam escapar, mesmo que de por poucos instantes. Se conseguirem ganhar a forma de palavras, então, que euforia. Como estava desacostumada dessa coisa de pensar os assuntos que não estão na agenda do dia – mas deveriam estar – precisei de estímulos, uma piscina cercada de árvores, ouvidos na conversa dos pássaros e duas ou três páginas de um livro maravilhoso “A Vida: Modo de Usar”, de Georges Perec. Quem recomendou foi minha amiga Alessandra há bastante tempo, mas só recentemente a Cia das Letras reeditou o dito cujo. Tentei antes a versão em francês, mas era francês demais para meu vocabulário humilde, para não dizer mínimo. Um deleite ler algo que foi planejado e escrito com a elaboração merecida, principalmente na minha condição de leitora diária de toda sorte de amontoado de palavras … ossos do ofício. Por tudo isso, pensar é bom; escrever, melhor ainda.
Vou reservar um tempo para os pensamentos que hoje se atrapalharam entrarem num consenso e se colocarem em fila, pois há de ter vez para todos!

2011 com muita leitura!

Hoje é o primeiro dia do ano, dia de desejar saúde, felicidade e paz, sem deixar de fora os livros, as revistas, os jornais etc. Que 2011 seja um ano de muitas leituras boas. Cuidando do que lemos, cuidamos do que somos, pois nos alimentamos também de palavras. Que sejam proveitosos todos os dias do ano.

Danielle A. Giannini