Editora Patuá e o herói da resistência

Editar livro no Brasil é para poucos, poucos felizardos que já são conhecidos ou têm conhecidos, autores estrangeiros, artistas, políticos e mais meia dúzia de gatos pingados. O autor novo, aquele que deseja muito ter sua obra publicada e não cumpre nenhum dos requisitos citados há pouco, não tem vez. Tem autor tentando ser publicado neste país aos borbotões, muitos enviam os originais para análise das editoras e, ninguém se iluda, quase nunca são lidos. No Brasil, a aposta das editoras deve ser certeira porque o retorno financeiro precisa ser imediato, e nesse quesito, a coisa da cultura interessa menos ou pouco. Fosse assim sempre, tudo estaria perdido. Alguma iniciativa aqui, outra acolá sempre surgem. Uma delas completa agora três anos de luta contra  a resistência  do mercado editorial, a Editora Patuá. Criada por Eduardo Lacerda, em funcionamento dentro de casa mesmo, a editora se presta a ler originais de quem não tem vez nas grandes e edita livros de autores novos, desconhecidos e bons; hoje já são mais de 155 títulos publicados, entre eles poesia, conto, crônica e romance. A festa de aniversário acontece no dia 22 de fevereiro no Hussardos Clube Literário.

Serviço: Rua Araújo, 154, 2o andar, República. Das 15 às 24 hs.

Prêmio Sesc de Literatura 2009

Todo novo autor sabe como é duro e longo o caminho para publicar um livro no Brasil. Uma alternativa pode ser participar de concursos literários. O Prêmio Sesc de Literatura é um bom concurso para os principiantes arriscarem a sorte porque parte do prêmio é a publicação e a distribuição da primeira edição da obra pela Editora Record, com direito a 10% do valor da capa na comercialização em livrarias. Podem ser inscritos textos inéditos – conto ou romance – até o dia 30 de setembro. Leia edital no site do Sesc – http:// www.sesc.com.br