mais um poeminha para quem ainda dói

ainda a dor

 

como a dor dilacera

a ferida não fecha

rompem-se os nervos

a mente voa para um tempo indesejado

passa o dia pesaroso

cai a noite solitária

cada pedaço de mim arde em vazios

ausências minhas

nada preenche que afague

só falsos suspiros

esses eu não quero

o meu desejo é o meu encontro

Onde?

 

Danielle Arantes Giannini

Poeminhas para aliviar a tensão: Desconsolo

Desconsolo

estrela para poema desalento

O céu fechou num azul escuro
Tal qual preto
De tão denso
Não se viam estrelas
No entanto elas estavam lá
Teimosas
Ardentes
Insinuando-se para a lua
E o céu não teve escolha
Abriu-se em êxtase
Pela noite que ia longe
Ouvindo o silêncio do universo todo
A escuridão desfez-se das trevas
Enfim a aurora irrompeu o firmamento
Estava morto o desconsolo

 

Danielle Arantes Giannini