Como nasce um texto

“Para um texto ser bom, antes ele precisa ser texto. Para ser texto, alguém precisa fazê-lo nascer.”

“Mas não é tão simples assim, escrever às vezes dói, cansa, o texto engasga e não quer sair, emperra, fogem as palavras e nos restam em mãos míseras letras soltas.”

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Como nasce o texto II

Para um texto ter conteúdo,  é imprescindível a presença do autor. Tudo isso junto atua no surgimento de um texto: o autor, dono de um conteúdo, deseja ou necessita exprimi-lo, e só pode fazê-lo através das palavras; estas, mais ou menos articuladas, organizadas, separadas e rearranjadas, dão vida ao texto. Mas não é tão simples assim, escrever às vezes dói, cansa, o texto engasga e não quer sair, emperra, fogem as palavras e nos restam em mãos míseras letras soltas. Quando isso acontece, o melhor a se fazer é parar tudo, respirar fundo e admirar a paisagem por alguns instantes para arejar a mente, depois recomeçar do zero, ou melhor, da folha em branco.

Como nasce o texto I

 

       Como todos bem sabem, e se não sabem precisam saber, o texto não nasce do ovo, nem brota na terra, tampouco cai do céu. O texto é um produto, quase uma manufatura que se delineia pouco a pouco até ganhar forma, tamanho, cor e sabor. Uns custam mais do que outros para virem ao mundo, uns são mais ou menos aceitos, e todos despertam alguma reação em quem os lê, mesmo que seja uma reação de completa apatia. Riso, choro, choque, angústia e todas as outras emoções desfilam no rol dos efeitos produzidos por um texto, bem ou mal escrito. Se for bem escrito, tanto mais vivaz serão as emoções que ele provoca; se for mal escrito, só pode causar indignação, dúvida, susto ou coisas do gênero.

     Para um texto ser bom, antes ele precisa ser texto. Para ser texto, alguém precisa fazê-lo nascer. Este alguém é o autor, o dono do texto, é quem decide como será o texto. A matéria-prima do autor são as palavras, elas é que carregam o poder de traduzir idéias, sentimentos, informações e tudo o mais que o autor desejar ou necessitar. Obviamente nenhuma serventia têm as palavras se não houver conteúdo, qualquer que seja ele, importante ou não, sério ou tolo, urgente ou dispensável; a menos que se queira apenas jogar com as formas e os significados das palavras, mas essa é outra tarefa.