mais um poeminha para quem ainda dói

ainda a dor

 

como a dor dilacera

a ferida não fecha

rompem-se os nervos

a mente voa para um tempo indesejado

passa o dia pesaroso

cai a noite solitária

cada pedaço de mim arde em vazios

ausências minhas

nada preenche que afague

só falsos suspiros

esses eu não quero

o meu desejo é o meu encontro

Onde?

 

Danielle Arantes Giannini

Poeminha para quem dói

Dor

 

Teve dores na alma

Para as quais não encontrava comprimidos

Deixou o corpo deitado

As dores não cessavam

Quanto mais esperava

Mais doía-lhe o ser

Por quanto tempo ficou ali não sabe

Era confortável a companhia da dor.

 

Danielle Arantes Giannini
(15/01/17)

Quando se perde um amor

Perdi o amor
Ganhei a poesia
Recuperei os versos que havia preterido
Em troca de um amor tranquilo
Passou o vento e tudo levou
A poesia, fiel companheira
Sem mágoas, sem máculas,
Sem me desprezar, sem me zombar,
Foi se achegando e instalou-se enfim
No lugar que dela sempre foi
Não fez cobrança
Não fez promessa
Pediu papel e caneta
Era hora de voltar ao trabalho.

(Danielle Arantes Giannini)

Sobre ilusões, leia novo post no Blog Dores & Ganhos
http://doreseganhos.wordpress.com

 

Para onde?

para-onde_imagem

 

Cansou de falar

Falou tanto, que as palavras estavam exaustas

Cansou de chorar

Exauriram-se as lágrimas

Cansou de pensar

A mente em colapso turvou-lhe a vista

Decidiu caminhar na mata

Ouvir a algazarra dos pássaros

Eles, sim, tinham o que dizer

Mas sua mente não entendia

Escutou as próprias pegadas

Não sabiam para onde estavam indo

Deixou-se levar

Avistou um tronco de árvore partido

Sentou-se

Demorou o quanto pôde, até ser expulso pela vigilância

Não podia permanece ali

Tinha que seguir.

Para onde?

 

Danielle Arantes Giannini
10/11/2016

 

Poesias que custam

Apesar de toda mágoa

A poesia estava engasgada

Tinha tristeza de sobra

No entanto a poesia não saía

O papel talvez estivesse branco demais

Intimidou a poesia

Era preciso apressar

Antes que voltasse a alegria.

 

Danielle Arantes Giannini

O céu na minha cidade está negro

ceu negro

 

Olhei para o céu e vi que estava desabando negrume sobre os passantes. Tratei de passar rápido. Tinha afazeres para o dia. Era meu segundo dia de disciplina, não podia falhar. Portanto parar e esperar o futuro do céu não estava nos meus planos. Pensei que minha vida devia continuar, assim como todas as vidas devem continuar mesmo quando o céu está pesado, pesaroso, pois os problemas e as soluções existem apesar do céu.

Então segui adiante.

Danielle A.Giannini

Poeminhas para aliviar a tensão: árvores

árvores

arvore_imagem

As árvores, imponentes
Crescem o quanto querem
E nos miram do alto

As árvores impõem sua presença
Dura
Movem-se ao vendo
E, no entanto, quedam-se sob o céu

Só o céu é mais alto que as árvores.

Danielle A. Giannini

Poeminhas para aliviar a tensão: Desconsolo

Desconsolo

estrela para poema desalento

O céu fechou num azul escuro
Tal qual preto
De tão denso
Não se viam estrelas
No entanto elas estavam lá
Teimosas
Ardentes
Insinuando-se para a lua
E o céu não teve escolha
Abriu-se em êxtase
Pela noite que ia longe
Ouvindo o silêncio do universo todo
A escuridão desfez-se das trevas
Enfim a aurora irrompeu o firmamento
Estava morto o desconsolo

 

Danielle Arantes Giannini

Concurso literário

ATENÇÃO!!!

Ainda é tempo de se inscrever no V Prêmio Literário Canon de Poesia 2012. O concurso , promovido pela Canon do Brasil e pela Fábrica de Livros, selo editorial do Grupo Editorial Scortecci,  é aberto a autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil.
O Autor poderá participar com apenas 1 (uma) POESIA, inédita, não publicada em livro (papel, eletrônico ou qualquer outro suporte), blog, site, facebook ou qualquer outra mídia existe, de no máximo cinco mil caracteres. Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto.
O tema é livre e a inscrição grátis.
A POESIA deverá ter obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo (nome literário).

Inscrições até  30 de novembro de 2012, somente pela Internet através do site Concursos e Prêmios Literários.

Vontade de dizer algo

 

 

 

 

 

 

Quando dá essa vontade,

que seja bom esse algo.

Que seja proveitoso.

Que seja útil ou bonito.

Não precisa ser majestoso,

nem frívolo, tampouco afetado.

Que seja algo digno de ser dito.

Porque se não for,

nem precisa dizer.

As palavras têm um preço

E o que não deve ser dito

Custa caro.

Melhor dizer o que é fácil pagar.

Danielle A. Giannini